Dum livro achado


Olhou para o lado da cama. Observando a pilha de livros que servia-lhe como criado-mudo, percebeu que entre aqueles havia um que nunca lera. Pegou-o, folheando lentamente. “Como pude nunca ler O pequeno príncipe?”. Perguntou em voz alta, quase que repreendendo-se. Resolveu faze-lo naquele instante.

A princípio, achou o livro infantil demais, cogitou parar, mas, aquela era uma decisão que tomara, não poderia voltar assim, tão facilmente. Aos poucos conseguiu encontrar beleza naquelas palavras. Um menino terno, que conseguia enxergar além do que os pobres adultos acabavam domesticados a ver. Que conseguia ver além de caixas.

Isso a encantou. Começou a devorar as páginas, os parágrafos, cada letra tinha um sabor que a muito não sentia. Era doce.

E, assim, acabou pegando no sono lendo aquelas tão afáveis palavras…

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