Alguns dias com ele

O seguinte é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você, é, você mesmo, caro leitor que anda esperando uma história em sua homenagem*

Quando menos esperavam, aquilo que nem mesmo ‘menos esperavam’ aconteceu. O amor entre semelhantes parecia tão estranho a ambos, até que aconteceu. Então, pareceu certo. Porém, errado. Por isso, secreto.

Os dias que dividiam eram quentes e amorosos, ainda que, em público, o romance se resumisse a olhares discretos e doces. Surpreendidos pela força do sentimento, cogitaram abandonar as amarras da moral em que estavam enlaçados e declarar aos sete cantos que a sensação sentida quando juntos não poderia ser errada. Não poderia ser ‘pecado’ se somente havia amor.

Devaneio em demasia. – Afirmava o mais centrado.

Isso é o amor: Loucura! – Insistia o outro.

Aos poucos, o irrevelável romance tornava-se cada vez mais difícil de ser sustentado. E, como na maioria dos relacionamentos, um dia, numa tarde dominical, perceberam que era impossível. Não por falta de amor. Amor havia. Em excesso, por sinal. Entretanto, todas as outras coisas eram dificultadoras.

E, com um afetuoso beijo, despediram-se.

Há vezes em que pegam o telefone em busca do outro, mas sabem que não devem ser mantidas as esperanças que habitavam as tardes dos dias que passaram juntos.

 

 

*Dei uma colada da introdução de “500 dias com ela”. Adoro o filme e dane-se quem me vir mal por isso.

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