Trois

Desligou o telefone já cheia de saudade. Sempre que conversava com Lucas ficava nesse clima, sentada ali na poltrona felpuda, pensando em cada momento que passavam juntos, em todas as possibilidades que os circundavam. Até que tocou o telefone novamente. Era Julia.

Julia tinha os lábios mais doces que já provara. Mais doces que eles, só seu sorriso cativante. O que sentia por ela não tinha nome. Estar com Julia era como estar sobre nuvens, era tão leve e tranquila…

Conversaram por umas duas horas – horas que passavam tão rapidamente. A conversa foi interrompida pelo soar da campainha e finalizada com um simples “te amo”. Simples e doce.

Ela esperava pela visita, flagrou-se sorrindo de ansiedade pelo encontro algumas vezes ao longo do dia. Pegou sua jaqueta rapidamente e partiram rumo ao cinema mais próximo. Estava louca para assistir àquele filme. Já na sala, lado a lado, as mãos dele sutilmente tocavam as dela. Enquanto isso, ela, sem tirar os olhos da tela, imaginava sua expressão.

Então, ele apertou forte sua mão, reagindo à cena de suspense intenso. Nesse instante ela soube: estava apaixonada. Pela terceira vez.

 

Há quem pense que não é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. À estes, esta história parecerá puro devaneio. Talvez o seja. Mas o amor a cada vez, com cada pessoa, em cada momento, é algo tão singular… não sei se um amor necessariamente exclui um outro. Ou dois.

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