Maria Lembra o Mar

Pisei flores demais enquanto andava cegamente em sua direção. Doce criança maldita, me fizeste perder a sutileza de percepção das gentis cusparadas do caminho que trilho, esta coisa chamada vida. Então,

por favor, cega-me, que ver teus olhos a brilhar assim sem ser para mim é dor sem fim

Antes, perdoa-me a rima ridícula, juro que não é nada proposital, mas, como esse meu amor que não queria, que não podia, que não deveria, é ato compulsório que não sei como repelir.

Meu masoquismo de ir atrás de ti com um punhal em mãos e cravá-lo em meu peito enquanto te observo assim, olhando para ela é inevitável também. Eu poderia fingir que não houve nada, mas prefiro assim, manter-me fingindo que não houve tudo, omitir o último capítulo de nossa história escrota e perversa de não-amor é o que me acarreta felicidade(?) atualmente.

Aquela cantigas não cantadas, aquelas flores decapitadas, pobres delas.

Agora, essa escrita sem sentido apresenta-se a mim como vômito necessário a embriaguez que me provocaste. És bebida nojenta que saboreei a cada gole. Vomito-te agora e espero que nada teu tenha restado em mim, nem as doces, nem as amargas, muito menos as insossas palavras trocadas.

Fica agora com a única coisa que eu pretendia dar-te: minha secreção estomacal.

Aproveite!

 

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