Vagando…

O ambiente era quente, mas não tanto quanto ela. Ele, um pouco distante e sentado, por pouco tempo conseguiu resistir. Como pequenas partículas de metal, foi atraído pelo corpo dela, grande imã. De repente, estavam próximos e queriam dançar, mas a dança pareceria loucura aos demais passageiros.

O trem já passava da metade da viagem quando tocaram-se pela primeira vez. Uma gota de suor escorreu lentamente pela testa dele. Medo intenso sentia de ser flagrado em meio àquela dança perigosa, mas, mais intenso era o desejo que os juntava. Ela sempre tinha a iniciativa, era destemida, parecia que só havia os dois naquele vagão. Agia como se pudesse vagar pelo corpo dele a qualquer momento, se desejasse.

Mas, o que ela queria não era isso e ele sabia. Aquela mulher só precisava saber que era capaz de ter qualquer homem como par em sua dança e o teve. Essa constatação bastou para que ela interrompesse a dança. Contrariando a regra, ela o conduzira, fez com que ele dançasse conforme sua música.

Chegada era a estação final. Não houve despedida. Ele saiu por uma porta, ela, pela contrária. A história é curta como são as canções.

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