Devorada

Ri, roda, sossega

essa alma, esse mundo

não tem manual, vem ver

da janela os foscos dentes

me mastigam, conversam

entre si, sorriem

para a solidão, solene, escandalosa

nossas almas rodadas, rendadas, perdidas

alimentam as horas

que devoram meus ponteiros, calam

a noite encarcerada, muda

essa cantiga muda.

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